Custo de um Acidente

Um ambiente do trabalho que presa pela saúde e segurança de seus trabalhadores, não é apenas importante pela perspectiva dos trabalhadores, mas também contribui com a produtividade e o crescimento da organização como um todo.

Adicionando aos benefícios citados ainda podemos citar o montante que a empresa economiza com o preço do seguro quando esta adota medidas importantes de saúde e segurança do trabalho, a não diminuição da motivação dos trabalhadores, e ainda há as ações regressivas movida pelo INSS.

Dito isto então podemos dizer que o custo de um acidente do trabalho é altíssimo para empresa, e não estamos falando somente dos custos diretos, como parada de máquinas ou parada e redução de produção, ou diminuição de produção devido ao absenteísmo de acidentados. Mas há também custos que muitas vezes não são enxergados pela organização, como custos de reuniões de análise de incidente, o tempo gasto por gestores analisando e discutindo algo que deveria ter sido prevenido. O custo de reparos urgentes devido a incidentes que podem ser muito maiores do que se estivessem sido planejados com antecedência.

De acordo com um estudo do European Risk Observatory, quando falamos em custos econômicos de incidentes, são citados 5 tipos principais de custos:

  • Custo de Produtividade: são os custos relacionados ao decréscimo da produção;
  • Custos com Saúde: aqui entram os custos com hospitais, internação, remédios etc;
  • Perdas de qualidade de vida: aqui é citada uma estimativa monetária devido à perda de qualidade de vida, devido a dores físicas ou sofrimentos com lesões;
  • Custos administrativos: custos relacionados a pagamentos administrativos como ações do INSS, FAP, horas extras de outros funcionários;
  • Custos de seguro: prêmio de seguro caso necessário, ou compensações pagas ao acidentado ou sua família;

E para arcar com estes custos, são citados 4 principais grupos que assumem estes custos:

  • Trabalhador e a família: são as pessoas próximas ao acidentado que são impactados pela lesão ou doença do trabalhador;
  • Empresa: Local de trabalho do acidentado;
  • Governo: serviços públicos relacionados ao acidentado, como Hospital que faz o atendimento, INSS entre outros;
  • Sociedade: a sociedade em geral.

Poderíamos citar mais custos ou perdas envolvidas, mas será limitado a estes citados acima.

Sem título

Como um iceberg, os custos indiretos e muitas vezes não visualizados são muito maiores dos que os custos diretos e visíveis. Há estudos que mostram que a cada 1$ gasto diretamente no incidente 5$ são gastos com custos indiretos e muitas vezes não visualizados ou contabilizados como custos do incidente.

O Brasil gasta em uma estimativa subestimada aproximadamente R$ 71 bilhões, anuais, segundo José Pastore, pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, professor da Universidade de São Paulo (USP) e consultor em relações do Trabalho e Recursos Humanos.

E quem paga essa conta?

Com certeza somos nós, a população em geral e principalmente o acidentado e seus familiares, que são os que mais sofrem sempre.

No Brasil em 2013 foram 717.911 acidentes, sendo 14.837 pessoas que ficaram incapacitadas permanentemente, ou seja, que dependerão da família para sobreviver, dependerão do governo, etc.

Nós podemos diminuir este número, nós devemos diminuir este número. Investir na prevenção é o melhor caminho, isso muitos já sabem há muito tempo, mais nem todos praticam.

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado.